Construindo empresas felizes

Construindo empresas felizes, esse é o tema do artigo de hoje, escrito por Sandra Teschner, chief happiness officer. O comportamento da pessoa feliz afeta todos à sua volta. O economista britânico Richard Layard, coautor do World Happiness Report, escreve em seu livro “Can we be Happier?” (2020, ainda sem tradução para o português): “Existem muitas coisas na vida importantes para nós – incluindo saúde, liberdade, autonomia e realização.Mas se perguntamos por que eles são importantes, geralmente podemos dar outra resposta – por exemplo, porque eles fazem as pessoas se sentirem melhor.” A felicidade de todos conta igualmente, incluindo a das próximas gerações, que serão diretamente impactadas com as escolhas que faremos agora. Logo, o nosso foco deve se deslocar para aumentar o bem-estar em nossas vidas pessoais, lares, escolas, locais de trabalho e comunidades. Construindo empresas felizes: as afirmações Se concordarmos com essas afirmações, estaremos na direção de construir organizações mais felizes e, consequentemente, mais prósperas. A dualidade aqui permite uma inversão dos fatores, já que prosperidade e abundância estão diretamente conectadas com a felicidade, conforme Sonja Lyubomirsky, em “A Ciência da Felicidade” (2007).“O negócio do negócio é o negócio” é uma frase célebre do economista Milton Friedman em um artigo para o New York Times em 1970. Seu argumento era o de que o papel da liderança é maximizar os resultados, custe o que custar, e que qualquer esforço fora dessa perspectiva deveria ser punido.Esse tipo de pensamento, que ainda prevalece, é responsável por ações prejudiciais dentro e fora das organizações, gerando impacto negativo para o meio ambiente, a saúde e o bem-estar dos colaboradores e consumidores. Seguindo a lógica da Ciência da Felicidade, é um fator gerador de infelicidade. Construindo empresas felizes: o livro Assim pontua Alexander Kjerulf em seu livro “Leading With Happiness” (2017): pense por um segundo em como seria viver em um mundo onde os líderes empresariais colocassem a felicidade em primeiro lugar.Imagine que os negócios se tornariam uma força geral para o bem, maximizando não apenas os lucros, mas também a vida das pessoas.” Ainda, segundo Kjerulf, “Esses líderes criam organizações sustentáveis – não apenas ambientalmente, mas também econômica, social e psicologicamente.A vida de seus funcionários é melhor e mais feliz por trabalharem lá. A vida dos clientes é melhorada pelos serviços ou produtos da empresa. E o mundo é, de certa forma, um lugar melhor porque a empresa existe.”E não ignore o primeiro beneficiado: esses líderes estão mais felizes porque sabem que sua liderança está tornando as coisas melhores, não piores. Finalmente, líderes felizes criam melhores resultados para suas organizações, porque a felicidade tem uma longa lista de efeitos positivos nos resultados financeiros. Construindo empresas felizes: a responsabilidade Um dos mais influentes dinamarqueses do século XX, Knud Ejler Løgstrup, foi professor de ética e filosofia da religião na Universidade de Aarhus. Ele defendia que nós afetamos todas as pessoas com as quais interagimos e temos a responsabilidade de cuidar bem delas, impactando-as positivamente, assim a felicidade assume um papel definitivo no sentido da vida.Por que devemos ser gentis com nossos semelhantes independentemente de condições, circunstâncias, gênero e raça? Porque isso as deixa felizes e, por consequência, nos torna mais felizes. Essa lógica pode ser aplicada nas mais diversas áreas da vida.Vale ressaltar que, no World Happiness Report, a Dinamarca é sempre um forte concorrente a encabeçar a lista, e o estilo de vida do dinamarquês, o chamado Hygge (ligado ao conforto e ao afeto) está entre os mais copiados do mundo. Segundo dados do The Global Gender Gap Report de 2018, a Dinamarca está entre os países que possuem melhores índices, para citar um exemplo, de igualdade de gênero. Construindo empresas felizes: melhor desempenho Empresas felizes desempenham melhor e seus colaboradores são mais produtivos, criativos, comprometidos. Isso é o que mostra a edição 2020 do estudo anual Diversity Matters (diversidade importa), da McKinsey.A pesquisa traz informações sobre como a diversidade étnico-racial, de gênero e de orientação sexual na América Latina e especificamente no Brasil pode afetar os resultados corporativos. Foi realizada com 3.900 colaboradores de 1.300 das maiores empresas do Brasil, do Chile, do Peru, da Argentina, da Colômbia e do Panamá. Entre os dados mais interessantes estão:• Mulheres em posições executivas têm uma probabilidade 26% maior de alcançar resultados financeiros superiores aos executivos de companhias da mesma área.• Diante do cenário de crise (a pesquisa foi realizada durante a pandemia da covid-19), o desenvolvimento de produtos e serviços para diferentes públicos torna-se essencial, e precisa disseminar valores humanos. A inovação torna-se questão de sobrevivência.• A promoção de ambientes de trabalho inclusivos tem se provado efetiva para motivar e estimular a criatividade dos colaboradores.O estudo mostra que colaboradores de empresas que adotam a diversidade relatam níveis muito mais altos de inovação e colaboração do que seus pares de outras empresas. Esses colaboradores têm maior probabilidade de:• 152% – afirmar que podem propor novas ideias e tentar novas formas de fazer as coisas;• 77% – concordar que a organização aplique ideias externas para melhorar sua performance;• 72% – reportar que a organização melhora consistentemente sua forma de fazer as coisas;• 64% – afirmar que colaboram, compartilhando ideias e melhores práticas.• “A correlação entre performance financeira e ambiente diverso pode mudar a visão até dos mais céticos em relação às práticas de inclusão de diferentes grupos”, diz Heloisa Callegaro, sócia da McKinsey.Durante o Fórum Internacional de CEOs em 2020, promovido pelo grupo Gestão RH, Ana Karina Bortoni Dias, ex-sócia da consultoria McKinsey, atualmente CEO do Banco BMG, declarou: “Se os líderes não assumirem práticas que promovam felicidade, pelas razões certas, que seja então pelo impacto porque no resultado, no lucro das empresas”. Construindo empresas felizes: sobre Sandra Teshner Clique aqui para saber mais sobre Sandra Teschner:Sandra é cheif happiness officer, certificada na Florida International University (FUI) em “Gestão de Felicidade”, focado em mostrar o quão a felicidade é importante para quaisquer organizações e como é primordial ter um gestor da “Ciência da Felicidade” em um quadro de colaboradores.Sandra é membro palestrante do Wohasu World Happiness Summit, criadora do projeto Plantando Happiness , projeto experiencial

Compaixão gera Autossatisfação

Compaixão transforma a compreensão da dor alheia em resultado positivo para todos os envolvidos, iniciando por nós mesmos, e, diferente da empatia, promove ação. A felicidade é a base para a construção de “tempos melhores”. O sucesso futuro é uma consequência do bem-estar subjetivo do presente, é o que mostra um estudo consagrado de 200 casos que somaram mais de 275 mil participantes, realizado pela professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia em Riverside, Ed Diener, da Universidade de Illinois, e Laura King, da Universidade do Missouri. Os cientistas concluíram que pessoas felizes apresentam mais chances de ter ótimas relações de amizade, excelentes relacionamentos conjugais, alcançarem salários maiores, performarem melhor no trabalho, mais criatividade, mais saúde, otimismo, energia, altruísmo do que aquelas “menos felizes”. A metanálise traduziu ainda dados relevantes para ambientes corporativos, colaboradores felizes são, em média: 31% mais produtivos, vendem 37% a mais e são três vezes mais criativos. O comportamento compassivo é uma fonte geradora de felicidade exponencial. Alguns cientistas se referem a essa experiência como sendo um efeito dual da felicidade: por um lado, ser feliz é a causa, e, por outro, é o objetivo principal da vida de todo ser humano, (ONU, 03/2021). Compaixão vai além da empatia. A compaixão seria uma resposta emocional à empatia com resultados concretos. Enquanto a compaixão nos leva à ação, a empatia cria laços de identificação nem sempre favoráveis, que precisam ser bem identificados para evitar emoções negativas. Já a compaixão é a “bondade enraizada na apreciação de outros seres humanos como pessoas reais, que também sofrem, independentemente de nossas afinidades e semelhanças” é o que mostrou o professor de psicologia C. Daniel Batson. No estudo, participantes que se colocam literalmente no lugar do outro, tendem a sentir angústia e acabam não prestando a devida ajuda ao outro. Agir de forma compassiva é uma resposta mais objetiva, que gera uma ação apropriada, que transcende a emoção pessoal. O ato de ajudarmos ao outro gera sentimentos positivos para nós mesmos, para quem é alvo de nossa ajuda e para quem testemunha essa ajuda. Segundo pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon, quando vemos alguém ajudar o outro (ou alguém) o nosso sistema nervoso simpático entra em ação, e ainda que provoque certo desconforto de início, no momento seguinte nosso sistema nervoso parassimpático é ativado, aliviando esse sentimento e nos proporcionando prazer ao observar a dor amenizada. É preciso desconstruir antigas máximas: compaixão é ingrediente indispensável para a satisfação pessoal duradoura, além de criar um ambiente positivo, produtivo, e não por acaso, feliz. Sandra Teschner é pós-graduada em Neuropsicologia e Chief Happiness Officer. Fundadora do Instituto Happiness do Brasil, centro de estudos e projetos de Felicidade Intencional. É palestrante internacional, autora e empreendedora social. Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/compaixao-gera-autossatisfacao/

Construindo empresas felizes e, consequentemente, prósperas

O comportamento da pessoa feliz afeta todos à sua volta. O economista britânico Richard Layard, coautor do World Happiness Report, escreve em seu livro “Can we be Happier?” (2020, ainda sem tradução para o português): “Existem muitas coisas na vida importantes para nós – incluindo saúde, liberdade, autonomia e realização. Mas se perguntamos por que eles são importantes, geralmente podemos dar outra resposta – por exemplo, porque eles fazem as pessoas se sentirem melhor”. A felicidade de todos conta igualmente, incluindo a das próximas gerações, que serão diretamente impactadas com as escolhas que faremos agora. Logo, o nosso foco deve se deslocar para aumentar o bem-estar em nossas vidas pessoais, lares, escolas, locais de trabalho e comunidades. Se concordarmos com essas afirmações, estaremos na direção de construir organizações mais felizes e, consequentemente, mais prósperas. A dualidade aqui permite uma inversão dos fatores, já que prosperidade e abundância estão diretamente conectadas com a felicidade, conforme Sonja Lyubomirsky, em “A Ciência da Felicidade” (2007). “O negócio do negócio é o negócio” é uma frase célebre do economista Milton Friedman em um artigo para o New York Times em 1970. Seu argumento era o de que o papel da liderança é maximizar os resultados, custe o que custar, e que qualquer esforço fora dessa perspectiva deveria ser punido. Esse tipo de pensamento, que ainda prevalece, é responsável por ações prejudiciais dentro e fora das organizações, gerando impacto negativo para o meio ambiente, a saúde e o bem-estar dos colaboradores e consumidores. Seguindo a lógica da Ciência da Felicidade, é um fator gerador de infelicidade. Assim pontua Alexander Kjerulf em seu livro “Leading With Happiness” (2017): pense por um segundo em como seria viver em um mundo onde os líderes empresariais colocassem a felicidade em primeiro lugar. Imagine que os negócios se tornariam uma força geral para o bem, maximizando não apenas os lucros, mas também a vida das pessoas”. Ainda, segundo Kjerulf, “Esses líderes criam organizações sustentáveis – não apenas ambientalmente, mas também econômica, social e psicologicamente. A vida de seus funcionários é melhor e mais feliz por trabalharem lá. A vida dos clientes é melhorada pelos serviços ou produtos da empresa. E o mundo é, de certa forma, um lugar melhor porque a empresa existe”. E não ignore o primeiro beneficiado: esses líderes estão mais felizes porque sabem que sua liderança está tornando as coisas melhores, não piores. Finalmente, líderes felizes criam melhores resultados para suas organizações, porque a felicidade tem uma longa lista de efeitos positivos nos resultados financeiros. Um dos mais influentes dinamarqueses do século XX, Knud Ejler Løgstrup, foi professor de ética e filosofia da religião na Universidade de Aarhus. Ele defendia que nós afetamos todas as pessoas com as quais interagimos e temos a responsabilidade de cuidar bem delas, impactando-as positivamente, assim a felicidade assume um papel definitivo no sentido da vida. Por que devemos ser gentis com nossos semelhantes independentemente de condições, circunstâncias, gênero e raça? Porque isso as deixa felizes e, por consequência, nos torna mais felizes. Essa lógica pode ser aplicada nas mais diversas áreas da vida. Vale ressaltar que, no World Happiness Report, a Dinamarca é sempre um forte concorrente a encabeçar a lista, e o estilo de vida do dinamarquês, o chamado Hygge (ligado ao conforto e ao afeto) está entre os mais copiados do mundo. Segundo dados do The Global Gender Gap Report de 2018, a Dinamarca está entre os países que possuem melhores índices, para citar um exemplo, de igualdade de gênero. Empresas felizes desempenham melhor e seus colaboradores são mais produtivos, criativos, comprometidos. Isso é o que mostra a edição 2020 do estudo anual Diversity Matters (diversidade importa), da McKinsey. A pesquisa traz informações sobre como a diversidade étnico-racial, de gênero e de orientação sexual na América Latina e especificamente no Brasil pode afetar os resultados corporativos.Foi realizada com 3.900 colaboradores de 1.300 das maiores empresas do Brasil, do Chile, do Peru, da Argentina, da Colômbia e do Panamá. Entre os dados mais interessantes estão: • Mulheres em posições executivas têm uma probabilidade 26% maior de alcançar resultados financeiros superiores aos executivos de companhias da mesma área.• Diante do cenário de crise (a pesquisa foi realizada durante a pandemia da covid-19), o desenvolvimento de produtos e serviços para diferentes públicos torna-se essencial, e precisa disseminar valores humanos. A inovação torna-se questão de sobrevivência.• A promoção de ambientes de trabalho inclusivos tem se provado efetiva para motivar e estimular a criatividade dos colaboradores. O estudo mostra que colaboradores de empresas que adotam a diversidade relatam níveis muito mais altos de inovação e colaboração do que seus pares de outras empresas. Esses colaboradores têm maior probabilidade de: • 152% – afirmar que podem propor novas ideias e tentar novas formas de fazer as coisas;• 77% – concordar que a organização aplique ideias externas para melhorar sua performance;• 72% – reportar que a organização melhora consistentemente sua forma de fazer as coisas;• 64% – afirmar que colaboram, compartilhando ideias e melhores práticas.• “A correlação entre performance financeira e ambiente diverso pode mudar a visão até dos mais céticos em relação às práticas de inclusão de diferentes grupos”, diz Heloisa Callegaro, sócia da McKinsey. Durante o Fórum Internacional de CEOs em 2020, promovido pelo grupo Gestão RH, Ana Karina Bortoni Dias, ex-sócia da consultoria McKinsey, atualmente CEO do Banco BMG, declarou: “Se os líderes não assumirem práticas que promovam felicidade, pelas razões certas, que seja então pelo impacto porque no resultado, no lucro das empresas”. (*) – É cheif happiness officer, certificada na Florida International University em “Gestão de Felicidade”, membro palestrante do Wohasu World Happiness Summit, criadora do projeto Plantando Happiness, experiencial e interativo com aplicações tangíveis da ciência da felicidade (plantandohappiness.com.br). Fonte: https://jornalempresasenegocios.com.br/manchete-principal/construindo-empresas-felizes-e-consequentemente-prosperas/

Encontro de mulheres empreendedoras

Sabe o sucesso? Aquilo que todo mundo quer saber como ter? Então, a questão não está na resposta, mas na pergunta certa. Quer ter sucesso? Seja feliz! É o que dia estudos científicos dos mais rigorosos. E eu, propagadora e vivenciadora dessa ciência, já estou a caminho de Salvador para cumprir meu propósito. Pronta para palestras para mulheres empreendedorasbaianas nos próximos dias, a convite do Sebrae em parceria com prefeituras, cdl, associações e câmara de mulheres empreendedoras locais. Eu que já tive o privilégio de “ morrer” e voltar vendo uma luz pink, sinto-me ainda mais honrada em fazer parte do calendário oficial do outubro rosa. Programação: 💞Dia 18/10 – Capim Grosso💞Dia 19/10 – Campo Formoso💞Dia 20/10 – Senhor do Bonfim💞Dia 21/10- Jacobina

Treinamento félicidade

Aprenda a ser uma mulher de sucesso e feliz! Últimos dias para se inscrever no treinamento Félicidade. Passamos a vida toda em busca da felicidade! É a felicidade que nos inspira e até nos leva a fazer a maioria das coisas. Estudar, trabalhar, economizar dinheiro, comprar uma casa, viajar, querer casar, ter filhos, etc. Ela nos convence que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá motivação para lutar por elas. Mas parece que tudo isso não passa de ilusão, pois a cada vitória, surge uma nova necessidade. Então, fica a pergunta: o que fazer para sermos felizes? Estudos recentes têm provado que a felicidade não é algo que simplesmente acontece na vida de uma pessoa. Mais do que um sentimento ou uma sensação, felicidade é uma ciência. Aprender mais sobre essa ciência, descobrir como ser feliz é algo transformador e que vai te levar ao caminho intencional do sucesso e do bem-estar. Se você deseja encontrar a verdadeira felicidade e alcançar o sucesso, inscreva-se hoje no Treinamento Félicidade com @mariaalbuquerque.oficial @titamoraes.tm @fabiola.prado_oficial especialistas em organização de vida, sucesso e bem estar e nossa convidada especial @sandrateschener especialista em felicidade, certificada profissionalmente como Chief Happiness Officer, pela Universidade da Flórida e Única brasileira palestrante do maior evento mundial do segmento , o World Happiness Summit. NÓS PASSAMOS A VIDA TODA EM BUSCA DA FELICIDADE e agora que você tem a chance de encontra-la verdadeiramente, não vai deixar passar né!? De 23 de setembro à 27 de outubro (todas as quartas) às 19hrs Inscrições: https://www.desenvolvidabr.com.br/euqueroserfeliz

A importância da vida depois das perdas

Há um processo que se inicia no momento que algo é ceifado de maneira definitiva da nossa vida. É preciso passar por todas as suas etapas, para honrar o que se perdeu A pandemia da covid-19 impõe a experiência diária de perdas de diferentes naturezas para todos, com diferentes gravidades e também diferentes recepções. É possível dizer que todos, indiscriminadamente, perdemos o mundo que conhecíamos. Nada que se compare com a perda de um ente querido ou da própria saúde, fatos cotidianos no Brasil. Mas no cérebro, sentimento de perda de um sonho de vida tem o mesmo efeito de uma partida inesperada e não desejada. O luto é um processo emocional que se inicia a partir do momento que algo é ceifado de maneira definitiva da nossa vida: um emprego, uma relação, um projeto de vida, uma pessoa. “A tarefa, do ponto de vista psicológico, é a de enfrentar a morte e encontrar uma maneira de viver com ela”, define Julia Samuel, terapeuta especializada em luto e autora de “This Too Shall Pass”(Isso também vai passar). A escritora desvenda ainda um outro tipo de luto, que ela nomeia como “perdas em vida”, e que incluem o divórcio, a demissão ou a vida como a conhecíamos. A pandemia fez aflorar essas duas formas de luto e ainda trouxe uma nova e poderosa variante, um sentimento de múltiplas perdas, inclusive de segurança, em senso comum, sentido, ao mesmo tempo, por milhões de pessoas. E esse desconforto coletivo ganhou nome próprio, que em português vem sendo chamado de “definhamento”. O termo, uma tradução do inglês “Languishing”, não é novo e foi cunhado pelo psicólogo americano, Corey Keyes em 2002 com a publicação: “Do definhamento ao florescer na vida”, onde relatou um meio termo entre a depressão e o bem-estar. A novidade em relação ao uso dessa expressão está em seu alcance. A melancolia transita do nível micro para o macro, do indivíduo para a grande parte da população, um coletivo letárgico. Lições dos mais diversos estudos da ciência do bem-estar são apostas de antídotos, por profissionais renomados nas mais diversas áreas do comportamento humano. “Definhamento é uma sensação de estagnação e vazio. É como se você estivesse confundindo seus dias, olhando para sua vida através de um para-brisa embaçado”, escreveu o psicólogo Adam Grant em um artigo para o jornal New York Times. “Enquanto os cientistas e médicos trabalham para tratar e curar os sintomas físicos do covid 19, muitas pessoas lutam contra a longa duração emocional da pandemia. Alguns de nós ficaram despreparados, quando o medo intenso e a dor do ano passado se dissiparam.” Efeito nocebo Em psicologia é comum categorizar como “luto antecipatório”, o estado de medo das incertezas sobre o futuro, uma espécie de mau presságio. Nosso cérebro primitivo identifica que algo negativo está por vir, e nos coloca em um sistema de alerta, também comumente descrito como “lutar ou fugir”. Este estado emocional, seus efeitos e antídotos também foram amplamente discutidos por Sandro Formica, Ph.D em Ciência da Felicidade na Florida International University. Em publicação de abril de 2020, ele chama a atenção para o chamado efeito nocebo, uma espécie de versão danosa do tão conhecido efeito placebo. “Em todo lugar, falamos sobre aspectos objetivos, taxas de perigo e mortalidade do coronavírus, contudo nessa situação delicada os aspectos subjetivos são igualmente importantes. Um tema fundamental está relacionado ao efeito placebo, cientificamente comprovado, que pode ativar a química do nosso corpo para resolver nossos problemas internos. Da mesma forma, podemos ativar o efeito nocebo, que também tem comprovação científica, embora menos conhecido, e que compromete negativamente nossa química interna. Sob o Nocebo, nos sentimos doentes e nossas defesas imunológicas despencam”. Formica lembrava que se deve evitar as notícias alarmantes fora do que é útil ou se possa combater. “Nós só controlamos nossas ações e atitudes. A informação deve ser usada para a prevenção, se não gera sofrimento e compromete a saúde mental das pessoas”. Entre suas sugestões para manutenção de um estado mental positivo, estão: Concentre-se no que você pode afetar Trabalhe com o que está no presente Seus pensamentos e ações estão sob seu controle, faça uso deles a seu favor Depois de ter feito o que está a seu alcance, deixe as coisas seguirem seu curso Anote: “Uma pessoa feliz não é uma pessoa em um determinado conjunto de circunstâncias, mas, sim, uma pessoa com um determinado conjunto de atitudes Não reprima sua dor, ela faz parte do processo de cura Dê sentido à vida, algo que seja maior do que você Nesse contexto, fica fácil entender por que o “luto” foi exatamente o tema mais viral da história da Harvard Business Review. Trata-se de uma entrevista do editor Scott Berinato com David Kessler, no ano passado. Kessler é coautor com Elisabeth Kübler-Ross do icônico os “Os Segredos da Vida”, obra que classificou os 5 estágios do luto. Em seu novo livro, adicionou uma outra etapa ao processo: “Encontrando Propósito. A sexta etapa do luto” (em livre tradução). “O luto é, na verdade, múltiplos sentimentos que devemos administrar”. O psicólogo explica como os cinco estágios clássicos do luto: negação, raiva, barganha, tristeza e aceitação se aplicam hoje na era da covid-19, adiciona propósito (ou significado) a estas,  e identifica as melhores práticas para lidar com o definhamento. Entre os ensinamentos de Kessler sobre perdas, algumas lições difundidas pela Ciência da Felicidade Compreender os estágios do luto, sabendo que eles não são lineares: “Há algo poderoso em chamar esse sentimento que estamos vivendo agora de luto. Isso nos ajudar a entender o que está ocorrendo dentro de nós” Se permitir sentir suas dores emocionais Reconhecer e equilibrar os maus pensamentos com os bons Focar no presente “A mesa é dura. O cobertor é macio. Posso sentir a respiração entrando pelo meu nariz. Isso realmente funcionará para amortecer um pouco dessa dor” Abandonar coisas que você não pode controlar: não controlamos a existência do vírus, mas controlamos a decisão de usar máscaras, lavar as mãos, ou manter um distanciamento social Encontrar

É possível aprender a ser feliz

Ser feliz não é exclusividade dos bem-dotados. É habilidade a ser aprendida, exige treino diário e garante recompensa. Ser feliz não é exclusividade dos bem-dotados, mas uma escolha pessoal. É habilidade a ser aprendida e exige treino diário que envolve esforço e garante recompensa.  Disponível para qualquer pessoa – independentemente de circunstâncias e condições de vida -, o aprendizado da felicidade alcança números impressionantes pelo mundo. Segundo dados publicados pela plataforma Coursera, “A Ciência do Bem-Estar”, oferecido pela Universidade Yale é o segundo curso mais procurado no mundo, com 3,45 milhões de inscritos, só perdendo em número de inscrições para o curso de Aprendizagem Automática da Universidade de Stanford, com 4 milhões de inscritos. A professora e psicóloga Laurie Santos, criadora do curso, explicou durante sua passagem no último World Happiness Summit, na Universidade de Miami, que o ponto de partida para o curso foi sua percepção do aumento de casos de depressão e ansiedade entre os estudantes de Yale. “A comparação com as notas entre os alunos, por exemplo, estavam levando os estudantes a uma situação de estresse, não potencializando a atenção plena no presente”. O resultado dessa ideia é comprovado pelos números. Além do imenso sucesso nas plataformas virtuais, passaram pelas aulas presenciais (antes da pandemia) 1,2 mil alunos, outro recorde para a universidade. O podcast de Santos “The Happiness Lab” tem mais de 35 milhões de downloads. Ser feliz é uma questão de hábito O conhecimento é uma ferramenta, mas o que define o resultado de ser feliz é a mudança de comportamento. Segundo a Teoria Cognitiva Comportamental, criada pelo psiquiatra Aaron T. Beck, somos feitos de nossos hábitos, que, por sua vez, formam as nossas crenças e valores pessoais. Sob essa ótica, a pandemia trouxe uma oportunidade. Fomos obrigados a fazer mudanças para nos adequar às limitações impostas pela situação planetária. A crise sanitária nos obrigou a redescobrir prazeres esquecidos ou escondidos. Experiências geradoras de bem-estar como viagens, esportes ao ar livre, convivência em espaços públicos deixaram de ser uma opção. Nosso cérebro vem sendo forçado a rever conceitos. Trata-se de uma excelente chance de emplacar um gol em direção a uma vida feliz. A lista de atividades intencionais, que pode aumentar seu “bem-estar subjetivo” (termo cunhado pelo professor e pesquisador Ed Diener, cientista-sênior da Gallup, que nos deixou em abril) é longa. Porém, é simples de ser assimilada. Lições para ser feliz Invista em autoconhecimento. Só quem se conhece sabe o que o faz genuinamente bem. Experimentamos prazer ao realizar algo que reflete o nosso talento. Ainda que os prazeres momentâneos, ou hedônicos, não garantam felicidade duradoura, provocam emoções positivas e estas são um dos pilares da felicidade. Cultive-os. Crie um registro de gratidão. As demandas diárias costumam nos tirar do foco do que já temos (de bom) e fixar no preenchimento do que falta. A professora Laurie Santos sugere que se escolha periodicamente alguém para agradecer com uma carta, um e-mail. De preferência uma pessoa que tenha nos beneficiado de alguma forma, abriu alguma porta, ofereceu uma nova perspectiva e que nunca agradecemos devidamente.  Estudos da Chicago Booth School of Business e da University of British Columbia provaram em imagens que as pessoas se sentem mais felizes dando do que recebendo. Recompensas emocionais dos gastos sociais, como doar dinheiro para um banco de alimentos, foram até mesmo rastreadas em exames de ressonância magnética em um estudo da Universidade de Oregon.  Seja cuidando de alguém ou ajudando financeiramente. Mais circuitos neurais são alcançados na doação do que no ganho. A regra do dividir para multiplicar, funciona. Tenha uma causa. A vida sempre precisa de um sentido e a química que suporta o bem-estar sabe disso. Um propósito não precisa ser uma ideia intangível e utópica. Qualquer maneira de assumir as responsabilidades por você e pelo mundo à sua volta fortalecem a noção de integração mínima necessária para experimentar a felicidade. Ganhe tempo. Não gaste os dias apenas ganhando dinheiro para usufruir depois. Estudiosos relatam que a gestão do tempo é um dos fatores de maior impacto contra a ansiedade e o estresse. Invista seu tempo aproveitando o processo. A felicidade precede o sucesso. Cultive o otimismo. Pratique a observação do lado positivo de cada situação. É uma prática de foco: ter consciência do que não está bom é importante para a evolução humana. Emoções positivas e negativas fazem parte de uma vida feliz, quando não fixamos nossa atenção apenas nas negativas. Faça atividades físicas diariamente. Não importa o que, contanto que sejam feitas. A regularidade também é inegociável.  Nutra relações qualitativas. Busque a convivência com aquelas pessoas que promovem o melhor em você, invariavelmente serão aquelas com quem você pode ser, quem você de fato é.  Viva no presente, cultive a atenção plena. Existem inúmeras ferramentas: meditação, oração, contemplação. Quando estamos conscientemente vivendo “o aqui e agora”, não estamos ansiosos com a expectativa com o futuro, nem depressivos pelos nossos erros do passado.  Desenvolva estratégias para lidar com problemas. Elabore e pratique maneiras de suportar ou superar um estresse, uma dor ou trauma recente. Aceitar o que você não pode mudar é uma sabedoria milenar e adotada pela Ciência da Felicidade. Aceitar não é sucumbir, mas estar consciente da mudança, prontos para decidir o que faremos a partir dela. 

Sandra Teschner, Fundadora do Instituto Happiness do Brasil, agora é embaixadora honorária & Diretora de “Felicidade” do MBA da @wizarbell.escoladavida.

O MBA da Escola da vida fundada por @carloswizardmartins e @ricardobellino é certificado também pela MUST UNIVERSITY FLORIDA . Incentivadores, parceiros e precursores de uma educação empreendedora que transforme vidas e destinos. Se você quer ser um empreendedor de sucesso, nós já contamos com você! www.wizarbell.com.br/mba-wizarbell