O que é um Chief Happiness Officer?

Também conhecido como Diretor da Felicidade, a profissão está entre as novas carreiras em alta no pós-pandemia – Por Ana Carolina Contri

Cada vez mais em voga, a ciência da felicidade vem ganhando mais adeptos e não é à toa que o nome Chief Happines Officer vem aparecendo em todas as pautas voltadas para o tema.

Conhecido também como Diretor da Felicidade, quando o assunto é consultoria, o Chief Happiness Officer (CHO) é a pessoa responsável pela felicidade corporativa. Suas atividades incluem: engajar pessoas, medir o cenário da felicidade em empresas através de uma série de pesquisas, planejar e implantar novas ações. A função foi amadurecendo e ganhando espaço através da percepção de grandes organizações de quão importante é prezar pelo bem-estar e pela felicidade.  Para se ter uma ideia, empresas renomadas como Google, Amazon e Airbnb investiram nessa nova categoria de profissional. Os resultados são refletivos no grau de satisfação e lealdade dos colaboradores a essas marcas.

A profissão em si faz parte das grandes carreiras do futuro e no Brasil ainda são poucas as pessoas que possuem essa certificação. Uma delas é Sandra Teschner, que já trabalha com elementos da ciência da felicidade há muito tempo e, mais especificamente, sobre a certificação do ponto de vista organizacional.

Certificada pela FLORIDA INTERNATIONAL UNIVERSITY, na primeira turma de 2019, Sandra lembra que as competências trabalhadas no programa de certificação para Chief Happines Officer evolvem autoliderança, propósito de vida, treinamento para a felicidade e muito mais.

E vale lembrar que falar sobre ciência da felicidade é trazer a público pesquisas científicas imperiosas que mostram que sentir-se bem é apenas um dos benefícios da Felicidade. A professora Sonja Lyubomirsky, da qual Sandra já teve o prazer de participar de suas aulas, explica que sentir-se bem é apenas um dos benefícios da Felicidade.  Estudos mostram que “felizes” são mais produtivos, procrastinam menos, são fisicamente mais saudáveis, são mais criativos, têm imunidade mais alta e até vivem mais. São também muito mais “fiéis” ao trabalho, ou seja, promovem redução de absenteísmo, turn over e trazem mais resultados as empresas.

“O que é felicidade e de onde vem? Precisamos entender que a felicidade vem sendo estudada através da neurociência unida a psicologia positiva e, também, a partir de pesquisas científicas, então ela é uma ciência de fato.  Com pesquisas e com metodologia científica é que conseguimos entender de que maneira podemos viver mais felizes e, principalmente, saber o que isso significa”, explica a Chief Happiness Officer Sandra Teschner.

A ciência da felicidade, do ponto de vista organizacional, se bem implementada fará com que um colaborador, por exemplo, seja mais produtivo.  As ferramentas utilizadas pelo CHO são oriundas da ciência da felicidade e as responsáveis por resultar nesse bem-estar.

Um dos exemplos de projetos criados com esse fim, é o Plantando Happiness, assinado por Sandra. Considerado um dos maiores já feitos no Brasil e lastreado pela Ciência da Felicidade, o evento ocorreu em São Paulo no Morumbi Shopping e contou com a presença de 73 mil pessoas, tendo como principal objetivo mostrar ao público diversas atividades voltadas para sustentabilidade, bem-estar, tecnologia e o impacto que essas ações e o contato com a natureza trazem para as pessoas serem mais felizes. Além disso, o evento também contou com um trabalho de endomarketing desenvolvido para funcionários do shopping, de operações a gerência, para que não só o público visitante tivesse contato tangível com as práticas da felicidade, mas que todas as pessoas envolvidas nesses 12 dias de evento interagissem conscientemente e se beneficiassem disso.

“Então, existe a atuação no ambiente organizacional, existe o ambiente, existe a atuação na pessoa enquanto propósito de vida. Até porque em todas as organizações ou em qualquer lugar, estaremos sempre lidando com gente”, comenta Sandra.

Fato é que a profissão de Chieg Happiness Officer está se firmando e passa a ser uma profissão indispensável para a manutenção do bem-estar e dos bons resultados nos ambientes profissionais. Estratégias voltadas para felicidade podem melhor e muito a vida de várias profissionais em diferentes setores da vida.

Quer saber quais são as competências trabalhadas na formação de Chief Happiness Officer? Confira abaixo uma lista completa disponibilizada por Sandra Teschner.

-Autoliderança positiva: verificar as necessidades dos colaboradores e definir como atendê-las no contexto da descrição de suas funções.

– Identificar valores individuais, determinar como as tarefas e atividades diárias se alinham a esses valores e promover um ambiente propício para o compartilhamento dos valores individuais e organizacionais.

– Formular um propósito de vida pessoal, alinhado com o propósito da organização e encontrar sentido na execução de atividades relacionadas ao trabalho.

– Estresse, engajamento e fluxo: aplicar ferramentas para redução do estresse.

– Definir, testar e aplicar ferramentas que incentivam o engajamento no trabalho.

– Identificar experiências de fluxo ideais para melhorar o desempenho, produtividade e criatividade

– Contratação e treinamento para a felicidade: Integrar ferramentas de teste da ciência da felicidade como parte de seus procedimentos de contratação. Fornecendo aos colaboradores exercícios de autoconsciência, treinando-os para promover ações de felicidade no trabalho.

– Criando e Gerenciando Organizações Positivas: Desenvolver o compromisso organizacional por meio de programas de felicidade como por exemplo criando um código de ética de felicidade, planejando políticas para a felicidade organizacional.

Sobre Sandra Teschner

 

Chief Happiness Officer pela Univ. da Florida, Publisher na Profashional turismóloga pelo TFI München, jornalista, administradora de empresas, palestrante, viveu por mais de uma década na Alemanha, desenvolvendo trabalhos de comunicação também na África, Espanha, Portugal, EUA. Empreendedora Social, trabalha com crianças multiplamente amputadas. Inclusão, Empatia, Autoestima, Alegria são palavras de seu manifesto. A comunicação lastreada pela Ciência da Felicidade é o elo em qualquer plataforma de sua atuação.

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